Os vídeos selecionados para complementar a compreensão da tese “Racismo sonoro: paisagens sonoras étnico-raciais” não são meras ilustrações, mas registros fundamentais que materializam as sonoridades e as tensões descritas no trabalho. Eles permitem observar, na prática, fenômenos como a “desafricanização” e o “branqueamento” do samba urbano, a resistência política através da “arma musical” do samba-reggae e a persistência de tecnologias ancestrais de comunicação, como os tambores falantes e os toques sagrados subvertidos nas torres das igrejas. Ao analisar esses registros sob o viés da Paisagem Sonora, torna-se possível identificar como o ambiente acústico é um campo de disputa onde o som atua como marcador de território, memória e poder.